Zigomicose Ipu CE

Informações sobre Zigomicose em Ipu. Encontre aqui médicos especialistas, dicas de prevenção, onde fazer diagnóstico e tratamento da Zigomicose e endereços e telefones de hospitais e clínicas em Ipu.

Hospital Mons.fco.ferreira
(88) 3683-1157
Rua Joana Mimosa 1200
Ipu, Ceará
 
Hospital Doutor Vieira
(62) 3553-1101
Avenida Perimetral qd 3 lt 1
Hidrolândia, Goiás
 
Clínica Santa Isabel Portela
(85) 4011-9999
Avenida da Universidade 3239
Fortaleza, Ceará
 
Climed
(88) 3421-2325
Rua Dom Luís 121
Aracati, Ceará
 
Clínica Médica Coronel Poti
(85) 3244-3803
Avenida Dom Luís 176 s 508
Fortaleza, Ceará
 
Hosp e Mat Dr Fco Araujo
(88) 3683-2324
Rua Doutor Chagas Pinto 679
Ipu, Ceará
 
José Jordane Peres Melo
(85) 3286-2037
Rua Teodomiro de Castro 6133
Fortaleza, Ceará
 
Angioclinica
(85) 3244-2763
Rua Carlos Vasconcelos 1557
Fortaleza, Ceará
 
Climo Clínica Médica e Odontológica
(85) 3062-7019
Rua João Brígido 915
Fortaleza, Ceará
 
Clinica Francisco Chagas
(85) 3347-0108
Rua Coronel Pedro Castelo
Baturité, Ceará
 

Zigomicose

A zigomicose, também chamada de mucormicose, é uma infecção fúngica rara, que tem como agente etiológico fungos da classe dos zigomicetos, ordem Mucorales e Entomophthorales. Dentro desta última, encontram-se os fungos das famílias Entomophthoraceae e Basidiobolaceae que apresentam importância médica (entomoftoromicose por Canidiabolus coronatus e C. incongruus; basidiobolomicose por Basidiobolus ranarum).Normalmente estes fungos habitam o solo e folhas secas encontradas no chão, sendo que a infecção resulta da inalação dos esporos associadas ao pó, com subseqüente implantação desses agentes na mucosa nasal. É sabido que in vitro, este fungo é capaz de sintetizar diversas enzimas, como elastases, esterases, colagenases e lipases.A entomoftoromicose, decorrentes da infecção por C. coronatus, normalmente é observada como uma infecção granulomatosa da mucosa nasal, que rotineiramente estende-se para o subcutâneo e pele da face adjacente. Esse tumor determina sintomas como obstrução nasal e dor local, sendo comum a ocorrência de sinusite bacteriana, resultante do processo obstrutivo. Normalmente, ocorre uma deformação fácil conseqüente da infiltração e edema encontrado com freqüência na região. Esta forma de zigomicose é mais observada em regiões tropicais.A mucormicose é causada por agentes oportunistas, raramente resultando na doença em pacientes imunocompetentes, habitualmente levando a processos que causam neutropenia ou à disfunção dos neutrófilos. Neste caso, o gênero mais observado é o Rhizopus. Contudo, tem sido relatados casos de infecção por fungos do gênero Mucor, Rhizomucor, Absidia, Apophysomyces, Saksenaea, Cunniinghamella, Cokeromyces e Syncephalastrum. Os sintomas relacionam-se com as condições predisponentes do hospedeiro. Habitualmente, o curso clínico da doença e sua evolução são fulminantes, em conseqüência do crescimento acelerado do fungo juntamente com a destruição tecidual. A maior parte dos casos se passa em pacientes leucêmicos. No que diz respeito à mucormicose rinocerebral, o paciente caracteriza-se por, normalmente, ser portador de diabetes com cetoacidose.O pulmão é o segundo local mais afetado pela mucormicose. O quadro pulmonar costuma acometer pacientes oncológicos ou aqueles que são submetidos a transplante de medula óssea; infecções cerebrais e disseminadas são mais observadas em pacientes que são usuários de drogas de administração intravenosa e em pacientes nos quais foi administrada deferoxamina.Esta doença não é tão comum em pacientes com AIDS, pois a imunidade mediada por células T não é considerada um importante fator no desencadeamento da infecção.As manifestações clínicas podem ser inespecíficas, sendo que nos casos de mucormicose pulmonar, o paciente pode apresentar: tosse, dispnéia, produção de escarro, perda de peso, hemoptise e/ou dor torácica. Pacientes diabéticos habitualmente desenvolvem lesões endobrônquicas, apresentando sintomas de rouquidão, hemoptise, alargamento do mediastino e atelectasia.Os zigomicetos apresentam tropismo vascular, levando à trombose e necrose isquêmica. Como resultado, há o aparecimento de hemoptise, que pode ser fatal caso acometa a região mais interna dos pulmões.A confirmação do diagnóstico normalmente é feita por meio de cultura e pela observação do agente em exames histopatológicos, no material oriundo da lesão. Histologicamente, a doença caracteriza-se por infiltrado granulomatoso do tecido subcutâneo, apresentando material eosinofílico hialino, no qual é possível visualizar hifas grandes, não septadas do fungo em questão.Exames de imagem, como a tomografia computadorizada e, em especial, a ressonância magnética, é de grande utilidade no diagnóstico da zigomicose rinocerebral, pulmonar e disseminada.Para obtenção de sucesso no tratamento da zigomicose, se faz necessária a associação de diferentes terapias, sendo que o diagnóstico precoce, o imediato início do uso de antifúngicos, a correção do distúrbio metabólico ou a reversão da neutropenia são de extrema importância para o sucesso do tratamento.O tratamento de eleição é a anfotericina B (1, 0 a 1,5 mg/kg). A dose total desse fármaco não esta definida, oscilando entre 2,0 a 4,0 g.Fontes:http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v38n2/23580.pdfhttp://www.jornaldepneumologia.com.br/portugues/artigo_detalhes.asp?id=1551