Zigomicose Arapiraca, Alagoas

Informações sobre Zigomicose em Arapiraca. Encontre aqui médicos especialistas, dicas de prevenção, onde fazer diagnóstico e tratamento da Zigomicose e endereços e telefones de hospitais e clínicas em Arapiraca.

Clínica Ciam
(82) 3522-2533
Avenida Pedro Leão 119
Arapiraca, Alagoas
 
Vaccini Clínica de Vacinação
(82) 3522-2154
Rua Marcelino Magalhães 330
Arapiraca, Alagoas
 
Clínica de Trânsito de Arapiraca
(82) 3522-3303
Rua Teodorico Costa 120
Arapiraca, Alagoas
 
Cmi Consultórios Médicos Integrados
(82) 3522-3388
Rua Fernandes Lima, 345
Arapiraca, Alagoas
 
Clínica Profª Maria Anunciada
(82) 3521-6500
Rua Monsenhor Macedo 362 c A
Arapiraca, Alagoas
 
Santa Fé Medical Center
(82) 3482-7133
Rua Esperidião Rodrigues 103
Arapiraca, Alagoas
 
José C L Silva
(82) 3530-1662
Praça Pereira Magalhães 79
Arapiraca, Alagoas
 
Espaço Fisio & Saúde
(82) 3529-9600
Rua Nossa Senhora de Fátima 218
Arapiraca, Alagoas
 
Otomed Alagoas
(82) 3539-1114
Rua 30 de Outubro 121
Arapiraca, Alagoas
 
Clínica Imagem
(82) 3521-6192
Rua São Domingos 115
Arapiraca, Alagoas
 

Zigomicose

A zigomicose, também chamada de mucormicose, é uma infecção fúngica rara, que tem como agente etiológico fungos da classe dos zigomicetos, ordem Mucorales e Entomophthorales. Dentro desta última, encontram-se os fungos das famílias Entomophthoraceae e Basidiobolaceae que apresentam importância médica (entomoftoromicose por Canidiabolus coronatus e C. incongruus; basidiobolomicose por Basidiobolus ranarum).Normalmente estes fungos habitam o solo e folhas secas encontradas no chão, sendo que a infecção resulta da inalação dos esporos associadas ao pó, com subseqüente implantação desses agentes na mucosa nasal. É sabido que in vitro, este fungo é capaz de sintetizar diversas enzimas, como elastases, esterases, colagenases e lipases.A entomoftoromicose, decorrentes da infecção por C. coronatus, normalmente é observada como uma infecção granulomatosa da mucosa nasal, que rotineiramente estende-se para o subcutâneo e pele da face adjacente. Esse tumor determina sintomas como obstrução nasal e dor local, sendo comum a ocorrência de sinusite bacteriana, resultante do processo obstrutivo. Normalmente, ocorre uma deformação fácil conseqüente da infiltração e edema encontrado com freqüência na região. Esta forma de zigomicose é mais observada em regiões tropicais.A mucormicose é causada por agentes oportunistas, raramente resultando na doença em pacientes imunocompetentes, habitualmente levando a processos que causam neutropenia ou à disfunção dos neutrófilos. Neste caso, o gênero mais observado é o Rhizopus. Contudo, tem sido relatados casos de infecção por fungos do gênero Mucor, Rhizomucor, Absidia, Apophysomyces, Saksenaea, Cunniinghamella, Cokeromyces e Syncephalastrum. Os sintomas relacionam-se com as condições predisponentes do hospedeiro. Habitualmente, o curso clínico da doença e sua evolução são fulminantes, em conseqüência do crescimento acelerado do fungo juntamente com a destruição tecidual. A maior parte dos casos se passa em pacientes leucêmicos. No que diz respeito à mucormicose rinocerebral, o paciente caracteriza-se por, normalmente, ser portador de diabetes com cetoacidose.O pulmão é o segundo local mais afetado pela mucormicose. O quadro pulmonar costuma acometer pacientes oncológicos ou aqueles que são submetidos a transplante de medula óssea; infecções cerebrais e disseminadas são mais observadas em pacientes que são usuários de drogas de administração intravenosa e em pacientes nos quais foi administrada deferoxamina.Esta doença não é tão comum em pacientes com AIDS, pois a imunidade mediada por células T não é considerada um importante fator no desencadeamento da infecção.As manifestações clínicas podem ser inespecíficas, sendo que nos casos de mucormicose pulmonar, o paciente pode apresentar: tosse, dispnéia, produção de escarro, perda de peso, hemoptise e/ou dor torácica. Pacientes diabéticos habitualmente desenvolvem lesões endobrônquicas, apresentando sintomas de rouquidão, hemoptise, alargamento do mediastino e atelectasia.Os zigomicetos apresentam tropismo vascular, levando à trombose e necrose isquêmica. Como resultado, há o aparecimento de hemoptise, que pode ser fatal caso acometa a região mais interna dos pulmões.A confirmação do diagnóstico normalmente é feita por meio de cultura e pela observação do agente em exames histopatológicos, no material oriundo da lesão. Histologicamente, a doença caracteriza-se por infiltrado granulomatoso do tecido subcutâneo, apresentando material eosinofílico hialino, no qual é possível visualizar hifas grandes, não septadas do fungo em questão.Exames de imagem, como a tomografia computadorizada e, em especial, a ressonância magnética, é de grande utilidade no diagnóstico da zigomicose rinocerebral, pulmonar e disseminada.Para obtenção de sucesso no tratamento da zigomicose, se faz necessária a associação de diferentes terapias, sendo que o diagnóstico precoce, o imediato início do uso de antifúngicos, a correção do distúrbio metabólico ou a reversão da neutropenia são de extrema importância para o sucesso do tratamento.O tratamento de eleição é a anfotericina B (1, 0 a 1,5 mg/kg). A dose total desse fármaco não esta definida, oscilando entre 2,0 a 4,0 g.Fontes:http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v38n2/23580.pdfhttp://www.jornaldepneumologia.com.br/portugues/artigo_detalhes.asp?id=1551