Hipoterapia Teresina, Piauí

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Centernatu Centro de Terapias Naturais
(89) 3422-3974
Rua Coelho Rodrigues 319
Picos, Piauí
 
Benedita Andrade Leal de Abreu
R Desembargador Pires de Castro 489 - S
Teresina, Piauí
Especialidade
Medicina Nuclear

Dados Divulgados por
Lucia Maria Machado Rego
863-2225
R Primeiro de Maio 1066
Teresina, Piauí
Especialidade
Patologia

Dados Divulgados por
Carla Soares Fortes
(86) 3221-6050
R Olavo Bilac 2300 - Ambulatorio H Sao Marcos
Teresina, Piauí
Especialidade
Medicina Intensiva

Dados Divulgados por
Centernatu Centro de Terapias Naturais
(89) 3422-3974
Rua Coelho Rodrigues 319
Picos, Piauí
 
Bio Nat Espaço Alternativo
(86) 3222-4224
Rua São Pedro 1645
Teresina, Piauí
 
Joaquim Vaz Parente - Clam
233-2721
Av Dom Severino 1410
Teresina, Piauí
Especialidade
Patologia

Dados Divulgados por
Lucia Maria de Miranda Adad
(86) 221-8240
R Governador Raimundo Artur de Vasconcelos 616 - S
Teresina, Piauí
Especialidade
Genética Médica

Dados Divulgados por
Bio Nat Espaço Alternativo
(86) 3222-4224
Rua São Pedro 1645
Teresina, Piauí
 
Benedita Andrade Leal de Abreu
R Desembargador Pires de Castro 489 - S
Teresina, Piauí
Especialidade
Medicina Nuclear

Dados Divulgados por
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Hipoterapia

A hipoterapia, também conhecida como equiterapia, é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, procurando o desenvolvimento psicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais. O termo "hipoterapia" foi introduzido em 1966 pelo neurologista suiço H. F. Kaser.

Este tipo de terapia é uma actividade sociodesportiva altamente benéfica, que promove uma simbiose entre natureza-criança-cavalo. Como tal, pode ser a resposta para a problemática da inactividade habitual associada a certos tipos de deficiência.

Usualmente, as sessões de hipoterapia são recomendadas em pessoas: com paralisia cerebral; que sofreram acidentes vasculares cerebrais; com traumas cranioencefálicos; com diversos tipos de psicoses infantis; com sintomas de autismo; com síndroma de Down; com dependência de químicos; com sintomas de stress e depressões; com hiperactividade; com dificuldades de aprendizagem; que apresentam défices de coordenação-motora; com problemas de postura ou ortopédicos; com distúrbios visuais e/ou auditivos.
Esta terapia é desaconselhada a pessoas: com lesões graves da coluna vertebral; com luxações de quadril; com síndroma de Down e que apresentem excesso de afrouxamento nas primeiras vértebras cervicais; com vertigens; com pouca sensibilidade na região das coxas.

A hipoterapia só poderá ser iniciada mediante um parecer favorável após avaliação médica e psicológica. Durante as sessões, que têm lugar em ambiente controlado, tanto o paciente como o cavalo participam activamente nos exercícios, que resultam do trabalho colectivo de uma equipa que pode incluir fisioterapeutas, terapeutas da fala, pedagogos, instrutores de equitação e psicólogos. A estes últimos cabe conhecer todos os outros profissionais envolvidos e o paciente, cujas limitações e potencialidades são do seu inteiro conhecimento.

Por hipoterapia entende-se a técnica reeducativa onde todo o organismo participa (global) e onde os movimentos independentes e isolados se fazem com precisão (analítica) utilizando o passo do cavalo como utensílio. Porquê o cavalo? Simplesmente porque o passo equídeo proporciona sensações de ritmo e repetição que se assemelham aos movimentos da pélvis aquando do caminhar humano.

Numa sessão de hipoterapia, no início, um cavaleiro passivo, absorve os movimentos provocados pela deslocação do animal. Os movimentos da criança que, de início são automáticos, funcionando somente como uma reacção de sobrevivência, vão-se transformando, pouco a pouco, num movimento natural.

Depois, vem o prazer de conseguir uma estabilização no âmbito físico e motor, além do aumento progressivo do relacionamento e da afectividade, do psiquismo (imagem de si próprio, confiança em si), através da actividade lúdico-desportiva. O facto de estar a lidar com um animal, um ser vivo e não uma máquina pode surtir efeitos benéficos quanto a lesões sensoriais cognitivas e comportamentais da criança.

Existem diversos efeitos benéficos provenientes da utilização da hipoterapia que importa salientar. Aqueles que recorrem à hipoterapia podem esperar alcançar:
- a regularização do tónus muscular, no andamento a passo, ao serem movimentados trezentos músculos, fomentando o equilíbrio tónico;
- a sincronização osteo-articular (elasticidade e flexibilidade);
- a melhoria da mobilidade corporal;
- o exercício de equilíbrio e de coordenação da motricidade;
- o aumento da acuidade visual, táctil, auditiva e odorífera;
- o domínio respiratório, com implicação forte do diafragma;
- a melhoria da concentração;
- a recepção sistemática de informações cognitivas;
- o estímulo de sensações e percepções que incrementam o afecto.

O que esperar de uma sessão de hipoterapia?

É recomendável que, numa fase inicial, as crianças comecem por fazer visitas informais a um qualquer centro hípico. Desse modo, a criança tomará contacto com os cavalos, com outras crianças, com o cheiro do picadeiro e com o ambiente especial que a envolve. O contacto com o cavalo deverá ser gradual, acariciando-o e vencendo os seus medos.

Primeiro há sempre uma sensação de incapacidade, de receio do cavalo, de medo de cair e, para que as crianças sejam capazes de lidar gradualmente com este desafio, é necessário encorajá-las pacientemente, transmitindo-lhes sentimentos como confiança, persistência, alegria e descontracção.

Qualquer êxito, por mais insignificante, deverá ser prontamente estimulado, a fim de desenvolver nestas crianças uma maior aptidão para enfrentarem outro tipo de desafios na sociedade, no futuro.

Em qualquer “aula” as crianças serão orientadas por técnicos de equitação que, pela sua formação especializada, se encontram a par quer das dificuldades específicas das crianças, quer dos meios adequados para as ultrapassar.

A escolha dos cavalos é das coisas mais importantes. Cada cavalo é escolhido de acordo com a criança que o vai montar. Como tal, estes técnicos procedem à escolha do cavalo adequado a cada criança e à especificidade da sua deficiência. Para além disso, acreditam nas potencialidades dessas crianças e são capazes de imaginar o prazer por elas sentido ao conseguirem controlar-se e movimentar-se em cima do cavalo, tão diferente de uma fria e dura cadeira de rodas.

Uma criança com paralisia cerebral, tendo um equilíbrio quase nulo e não tendo qualquer controlo sobre o seu corpo, passa com a hipoterapia a ajustar-se ao movimento simétrico que lhe é transmitido pelo cavalo. Por vezes é utilizada uma manta no dorso do cavalo para que a criança possa sentir todo o movimento transmitido pelo cavalo (entre noventa e cem movimentos por minuto).

Depois desta fase, será possível observar uma criança que vive sentada numa cadeira de rodas conseguir equilibrar-se sentada numa sela e chegar ao ponto de conseguir largar as rédeas, levantando os dois braços no ar. Note-se que são obrigatórias medidas de segurança como o uso de capacete ou o cinto com pegas que a criança leva à cintura e que permite ao técnico segurá-la em caso de desequilíbrio.