Febre de Kuru Corrente PI

Informações sobre Febre de Kuru em Corrente. Encontre aqui médicos especialistas, dicas de prevenção, onde fazer diagnóstico e tratamento da Febre de Kuru e endereços e telefones de hospitais e clínicas em Corrente.

Centro Médico Correntino
(89) 3573-1483
Rua Antônio Nogueira Carvalho
Corrente, Piauí
 
Policlínica de Corrente
(89) 3573-1851
Avenida Desembargador Amaral 1675
Corrente, Piauí
 
Clinican
(86) 3221-6643
Rua Coelho Rodrigues 1380
Teresina, Piauí
 
David Delphino Cortellazzi
(86) 3232-4431
Avenida Coronel Costa Araújo 1501
Teresina, Piauí
 
Centro Médico Correntino
(89) 3573-1483
Rua Antônio Nogueira Carvalho
Corrente, Piauí
 
Climecor
(89) 3573-1123
Rua Antônio Nogueira Carvalho 1147
Corrente, Piauí
 
Hospital Estadual e Regional D
(89) 3573-1465
Rua Antônio Nogueira Carvalho
Corrente, Piauí
 
Urolitho
(86) 3221-9092
Rua Desembargador Pires de Castro 456
Teresina, Piauí
 
Fernanda Márcia Aguiar de Oliveira
(86) 3226-4640
Rua Governador Raimundo Artur de Vasconcelos 670 s 602
Teresina, Piauí
 
Clínica e Maternidade Santa Fé
(86) 2106-8400
Rua 1º de Maio, 906
Teresina, Piauí
 

Febre de Kuru

A febre Kuru consiste em uma rara doença neurodegenerativa, infecciosa, causada por um príon. A palavra Kuru é de origem indígena e significa “tremendo de febre e frio”, sendo este um dos sintomas apresentados pelos portadores desta doença.Esta moléstia foi descrita pela primeira vez na década de 1950, na Nova Guiné. A princípio, acreditava-se que se tratava de uma patologia hereditária, uma vez que acometia indivíduos de uma mesma tribo de nativos, em Nova Guiné. Contudo, pesquisas realizadas por D. Carleton Gadjusek, elucidou a real etiologia.Esta tribo praticava o canibalismo em rituais fúnebres, consumindo o cérebro de indivíduos falecidos, com o objetivo de adquirir sabedoria. Deste modo, acabavam adquirindo o príon e, consequentemente, a febre Kuru.Seu desenvolvimento é lento, apresentando período de incubação de quase 30 anos. Quando há a manifestação dos sintomas, o paciente vai a óbito dentro de, no máximo, 1 ano. Todavia, tipicamente a maior parte dos pacientes morre dentro de 3 a 6 meses.Estes príons levam a alterações nas células nervosas, com consequente formação de tecido cerebral anormal, ocasionando lesões progressivas e incuráveis no cérebro.Gadjusek descreveu três estágios da febre Kuru, de acordo com a evolução das manifestações clínicas:Fase ambulatorial: caracterizada por tremores generalizados, perda de coordenação dos movimentos, disartria e presença de danos cerebrais incipientes.Estágio sedentário: perda de capacidade de deambular de modo independente, tremores mais severos, ataxia e sintomas psiquiátricos (instabilidade emocional, depressão e bradipsiquia). Nesta fase, a degeneração muscular ainda não é evidente e os reflexos tendinosos encontram-se preservados.Fase terminal: perda da independência, ataxia severa, tremores, disartria, incontinência urinária e fecal, disfagia, ulcerações cutâneas e convulsões que levam à morte.Anteriormente, a prevalência desta doença era de 14%, sendo que destes, a maior parte era composta por mulheres e os cozinheiros responsáveis pela preparação do cérebro para seu consumo. Após a abolição do canibalismo na região, esta doença foi praticamente dizimada, sendo considerada atualmente como uma doença prestes a ser erradicada.Fontes:http://www.tuasaude.com/febre-kuru/http://es.wikipedia.org/wiki/Kuru_(enfermedad)