Eliptocitose Hereditária Caçador SC

Informações sobre Eliptocitose Hereditária em Caçador. Encontre aqui médicos especialistas, dicas de prevenção, onde fazer diagnóstico e tratamento da Eliptocitose Hereditária e endereços e telefones de hospitais e clínicas em Caçador.

Cléber Roberto
(49) 3567-5077
Avenida Barão do Rio Branco 1260 s 26
Caçador, Santa Catarina
 
Clínica Dr Bridi
(49) 3563-3031
Rua Campos Novos 665
Caçador, Santa Catarina
 
Clínica Médica Doutor Josué de Carvalho
(49) 3566-1654
Rua Oswaldo Cruz 120 - 1 s 2
Videira, Santa Catarina
 
Policlínica Fraiburgo
(49) 3246-4806
Avenida João Marques Vieira 925
Fraiburgo, Santa Catarina
 
Clínica Dr Dalazen
(49) 3246-3500
Rua Andrades 500
Fraiburgo, Santa Catarina
 
Suzana S S Rosa
(49) 3563-3576
Rua Benjamin Constant 70 ap 202
Caçador, Santa Catarina
 
Centro de Medicina Integrada
(49) 3566-1433
Rua Oswaldo Cruz 34
Videira, Santa Catarina
 
Benitez Medicina Geral
(49) 3246-4743
Rua 7 de Setembro 109 ap 1
Fraiburgo, Santa Catarina
 
Cleonice dos Santos Mottecy
(49) 3533-1657
Rua Brasil 309 s 302
Videira, Santa Catarina
 
Centro Médico
(49) 3246-2283
Avenida João Marques Vieira 1012
Fraiburgo, Santa Catarina
 

Eliptocitose Hereditária

A eliptocitose hereditária, também conhecida como ovalocitose, constitui um grupo de doenças hereditárias que acometem os eritrócitos (glóbulos vermelhos ou hemácias) sanguíneos, comumente redondos, passando a adquirir uma forma ligeiramente oval ou elíptica.Na maior parte dos casos, essa doença não se manifesta clinicamente, sendo o diagnóstico sugerido pela observação de glóbulos vermelhos em formatos ovalados ou elípticos durante um exame de rotina. Todavia, casualmente, pode cursar com anemia hemolítica de diferentes graus.Esta doença pode acometer todos os grupos étnicos, com prevalência de 1:2500 em caucasianos e 1:150 em algumas regiões da África. No Brasil, não há um levantamento epidemiológico, mas acredita-se que sua freqüência seja elevada, devido à origem étnica de nossa população.A eliptocitose hereditária comum é a forma clínica mais comumente observada, predominando nas populações de origem africana. Geralmente, o único achado é uma alteração morfológica nos eritrócitos, recebendo o nome de eliptócitos, correspondendo a mais de 40% das células em questão. Nas formas heterozigóticas não há a presença de anemia, esplenomegalia ou reticulocitose. Já nas formas homozigóticas ou com dupla heterozigose a hemólise pode ser observada, juntamente com anemia, reticulocitose e fragmentação celular.Esta forma tem etiologia nos defeitos denominados “interações homozigotais” entre as proteínas da membrana dos glóbulos vermelhos. Esses defeitos resultam em uma instabilidade do citoesqueleto dos eritrócitos, com subseqüente formação dos eliptócitos e, nos casos mais severos, à significativa fragmentação celular e hemólise.Outra forma de eliptocitose hereditária é a piropoiquilocitose hereditária, sendo que esta se apresenta no período neonatal como severa anemia hemolítica, muitas vezes com risco de morte. É caracterizada por uma significativa fragmentação celular, microcitose (eritrócitos menores do que o normal), poiquilocitose (eritrócitos de formas anormais) e sensibilidade térmica anormal, havendo fragmentação eritrocitária em temperaturas entre 45° a 46°C, sendo que habitualmente esta ocorre a temperaturas acima de 49°C. Sue etiologia reside na homozigose para defeitos da espectrina, ou, mais comumente, é conseqüente da associação de defeitos eliptocitogênicos graves de determinadas proteínas, como a α-espectrina.Para o diagnóstico dessa afecção e detecção da gravidade, o principal elemento é a avaliação morfológica dos eritrócitos. Os eliptócitos caracterizam a doença, variando de 15 a quase 100% das células. Nos quadros mais severos, observa-se microcitose e fragmentação celular, em geral, associados à anemia e reticulocitose. Com relação à piropoiquilocitose hereditária, a fragmentação celular é intensa, sendo, em muitos casos, difícil a observação de eliptócitos no esfregaço, sendo que essa situação impõe barreiras no diagnóstico desse tipo de eliptocitose. Neste caso, o estudo dos progenitores é fundamental para a investigação diagnóstica.No geral, não se faz necessária a realização de tratamento para a eliptocitose hereditária, uma vez que, normalmente, não há manifestações clínicas. Pacientes que apresentam anemia e hemólise crônica podem ser submetidos à ressecção cirúrgica do baço (esplenectomia). No caso da piropoiquilocitose hereditária, a esplenectomia pode ser a única opção. O uso de ácido fólico é indicado em casos acompanhados de anemia hemolítica.Fontes:http://www.ciencianews.com.br/doencaeritro/Alteracoes%20Eritr.%20nos%20Defeitos%20Membrana%20-%208/eliphere.htmhttp://www.scielo.br/pdf/rbhh/v30n5/v30n5a22.pdfhttp://pt.wikipedia.org/wiki/OvalocitoseDiagnóstico e Tratamento – Antônio Carlos Lopes. Editora Manole, vol. 2, 2006.