Doença de Whipple Oeiras PI

Informações sobre Doença de Whipple em Oeiras. Encontre aqui médicos especialistas, dicas de prevenção, onde fazer diagnóstico e tratamento da Doença de Whipple e endereços e telefones de hospitais e clínicas em Oeiras.

Sandra Regina Pinheiro Torres
(89) 3462-1885
Avenida Cândido Aleixo 243
Oeiras, Piauí
 
E Angeline Cia Ltda
(89) 3462-1764
Avenida Rui Barbosa 470
Oeiras, Piauí
 
Unidade Mista de Saúde de Santa Rosa
(89) 3428-1201
Rua Veríssimo Antônio da Silva 83
Santa Rosa do Piauí, Piauí
 
Hospital Nossa Senhora da Vitória
(89) 3462-1901
Rua Padre Silva 321
Oeiras, Piauí
 
Classi
(86) 3221-8214
Rua Desembargador Pires de Castro 479
Teresina, Piauí
 
Hidelberto Alves
(89) 3462-1709
Avenida Rui Barbosa
Oeiras, Piauí
 
Hospital Daniel Rocha
(89) 3462-1352
Avenida Rui Barbosa 470
Oeiras, Piauí
 
Hospital Deolindo Couto
(89) 3462-1714
Avenida Rui Barbosa 586
Oeiras, Piauí
 
Atendo Clínica Médica e Pediátrica
(89) 3522-2740
Rua São João 765
Floriano, Piauí
 
Cliamep
(86) 3221-1043
Rua Arlindo Nogueira 550
Teresina, Piauí
 

Doença de Whipple

A doença de Whipple é uma infecção bacteriana sistêmica que apresenta como agente etiológico o Tropheryma whipplei. Foi descrita pela primeira vez no ano de 1907, por George Hoyt Whipple, como uma afecção crônica, apelidada de lipodistrofia intestinal.Esta doença é considerada uma afecção rara, sendo que a parcela da população mais acometido são indivíduos do sexo masculino (80%), habitualmente caucasianos, que moram na Europa ou América do Norte. Embora acometa indivíduos de todas as faixa etárias, é mais comum por volta dos 50 anos de idade.A real incidência da doença não é conhecida. Estudos mostram uma maior prevalência dessa enfermidade em ambientes rurais, mais especificamente nos agricultores. Apesar de aparentemente não haver um padrão de hereditariedade, foram descritos vários casos familiares.A bactéria causadora da enfermidade, a T. whipplei, é gram-negativa, encontrada no solo, na água contaminada de esgoto e na saliva de indivíduos saudáveis, embora não haja prova de transmissão interpessoal. Também já foi isolada de biópsias duodenais e no suco gástrico de indivíduos sem manifestações da doença, indicando que este agente etiológico pode ser uma bactéria comensal normal.Até os dias de hoje, a patogenia dessa doença não foi elucidada. Contudo, em função das suas características epidemiológicas e genéticas singulares, entre outras particularidades, diversos pesquisadores acreditam em uma possível susceptibilidade individual dos doentes ao microrganismo.As manifestações clínicas dessa doença abrangem escurecimento da pele (hiperpigmentação), inflamação, dor articular e diarréia. A má absorção severa leva ao emagrecimento e anemia. Também está presente dor abdominal, tosse e dor durante a respiração, devido à pleurisia. Derrame pleural e linfadenopatia (dos linfonodos torácicos) podem ser observados.Em certos casos, os pacientes com essa afecção podem apresentar sopros cardíacos, os quais geralmente apontam a migração da infecção para o coração, ou hepatomegalia, indicando que atingiu o fígado. Sabe-se que a doença alcançou o sistema nervoso central (SNC) quando o paciente apresenta confusão mental, perda de memória ou movimentos descontrolados do globo ocular.Alguns estudiosos propuseram critérios de diagnóstico para a doença do SNC, com base na clínica e em métodos complementares de diagnóstico. De acordo com estes pesquisadores, para a realização de um diagnóstico definitivo da doença de Whipple do SNC, se faz necessária a presença de no mínimo uma destas alterações: movimentos oftálmicos irregulares, biópsia positiva e/ou análise de PCR positiva, sendo que, além disso, é necessária a presença de pelo menos um desses sinais/sintomas sistêmicos: febre de origem desconhecida, sintomas gastrointestinais, artralgias, linfadenopatia e suores noturnos, juntamente com no mínimo um sinal neurológico (oftalmoplegia supranuclear, mioclonias, demência ou sintomas hipotalâmicos).Determina-se a colheita de amostras de tecido duodenal distal e proximal e do jejuno, para análise histológica, quando há a suspeita dessa doença. Dependendo das manifestações, pode-se colher também amostras de líquido cefalorraquidiano, tecidos de válvulas cardíacas, nódulos linfáticos e tecido sinovial.Mesmo que a biópsia intestinal de negativa, não significa que não haja a presença da afecção, pois a doença pode estar restrita à submucosa, sendo não diagnosticada nesse caso.A microscopia eletrônica já é utilizada há meia década para identificar/confirmar a presença da bactéria em questão; todavia, trata-se de um método complementar de diagnóstico.A imunohistoquímica eleva a sensibilidade e especificidade dos métodos histológicos.O PCR é um importante instrumento diagnóstico nessa enfermidade, pois possui grande sensibilidade e especificidade, sendo útil principalmente em casos que apresentam quadros atípicos e/ou quando não há a possibilidade de confirmação histológica do diagnóstico.O tratamento dessa doença é feito com antibióticos, como tetraciclina, penicilina, sulfasalazina, entre outros. A sintomatologia desaparece rapidamente, mas a cicatrização tissular pode levar até 2 anos. Pode haver recidiva vários anos após o término da terapia, apesar de um tratamento inicial julgado eficaz, ocorrendo em maior proporção em pacientes com envolvimento do SNC e em pacientes tratados com apenas um tipo de antibiótico ou com antibióticos que não ultrapassam a barreira hematoencefálica.Fontes:http://pt.wikipedia.org/wiki/Doença_de_Whipplehttp://www.actamedicaportuguesa.com/pdf/2004-17/6/481-486.pdfhttp://www.manualmerck.net/?id=136&cn=1127http://www.spmi.pt/revista/vol09/v09_n2_Whipple.pdfhttp://www.actamedicaportuguesa.com/pdf/2005-18/3/199-208.pdfFoto: http://ligadepatologiaufc.blogspot.com/2010/07/doenca-de-whipple.html