Criptococose Corrente PI

Informações sobre Criptococose em Corrente. Encontre aqui médicos especialistas, dicas de prevenção, onde fazer diagnóstico e tratamento da Criptococose e endereços e telefones de hospitais e clínicas em Corrente.

Climecor
(89) 3573-1123
Rua Antônio Nogueira Carvalho 1147
Corrente, Piauí
 
Centro Médico Correntino
(89) 3573-1483
Rua Antônio Nogueira Carvalho
Corrente, Piauí
 
Prontoar Clínica de Doenças do Aparelho Respiratório
(86) 3222-3495
Rua Desembargador Pires de Castro 740
Teresina, Piauí
 
Clínica Sonimed
(86) 3276-2033
Rua Tomaz Rebelo 462
Piripiri, Piauí
 
Fernanda Márcia Aguiar de Oliveira
(86) 3226-4640
Rua Governador Raimundo Artur de Vasconcelos 670 s 602
Teresina, Piauí
 
Policlínica de Corrente
(89) 3573-1851
Avenida Desembargador Amaral 1675
Corrente, Piauí
 
Hospital Estadual e Regional D
(89) 3573-1465
Rua Antônio Nogueira Carvalho
Corrente, Piauí
 
Novaclinica
(86) 3221-0259
Rua Coelho de Resende 500
Teresina, Piauí
 
Climet
(86) 3233-4444
Avenida Senador Area Leão 1625
Teresina, Piauí
 
Bem Cuidar
(86) 3221-1285
Rua Álvaro Mendes 2003
Teresina, Piauí
 

Criptococose

A criptococose, também conhecida como Torulose, Blastomicose Européia ou Doença de Busse-Buschke, é uma doença infecciosa causada por um fungo, espalhada por todo o mundo, acometendo mamíferos domésticos, como o gato e o cão, animais silvestres e o homem.Cryptococcus neoformansEsta enfermidade é uma micose sistêmica, que pode ser de subaguda a crônica. O agente etiológico desta doença é o Cryptococcus neoformans, que está presente em frutas, mucosa oronasal de animais, pele de animais e seres humanos, e principalmente, no solo contaminado por excretas de aves, permanecendo viável por até dois anos.Até os dias de hoje, são conhecidos cinco sorotipos deste fungo: A, B, C, D e AD. Esses são divididos em três variedades:C. neoformans, variedade neoformans (sorotipos A, AD, D): está relacionada a fontes ambientais como solos contaminados com excretas de aves;C. neoformans, variedade grubii (sorotipo A);C. neoformans, variedade gatti (sorotipo B e C): há uma hipótese de que esta variedade teria alcançado diversas partes do mundo através da disseminação de sementes de Eucaliptus camaldulensis, provenientes da Austrália, devido à micélios dicarióticos contidos nele. Estruturas encontradas nas flores desta árvore funcionam como hospedeiros para o fungo e sua associação biotrófica. No entanto, tem sido observada a presença desse fungo em outras árvores; tem sido isolado também em: fezes de morcegos, em ocos de árvores, colméia de vespas.A infecção por este agente se dá, geralmente, pela via aerógena, através da inalação de esporos desse fungo, resultando em uma infecção primária do sistema respiratório, afetando principalmente a cavidade nasal. Após a infecção, o C. neoformans pode espalhar-se através da circulação sanguínea ou linfática.A patogenia causada por este fungo vai depender de fatores divididos em dois grupos: um que está relacionado com as características do estabelecimento da infecção e capacitação de sobrevivência no hospedeiro, e o segundo, está relacionado aos fatores de virulência, refletindo no grau de patogenicidade.Este fungo possui tropismo pelo sistema nervoso central, manifestando-se, normalmente, como meningite criptococócica nos seres humanos, sendo que a principal responsável por esse fator e a queda da imunidade celular. Porém, outros tecidos podem ser afetados, sendo que a resposta tecidual varia muito. Nos indivíduos que se encontram imunossuprimidos, geralmente há o crescimento de massas de consistência gelatinosa do C. neoformans nos tecidos. Quando há uma grave imunossupressão, a infecção se espalha para a pele, órgãos parenquimatosos e ossos. Já nos indivíduos imunocompetentes ou com doença crônica, acontece uma reação granulomatosa.Assim como os humanos, os animais mais afetados são os imunossuprimidos. Os fatores que estão associados à criptococose em animais são: debilidade, desnutrição, uso prolongado de corticóides e certas infecções virais.Os sintomas característicos dessa enfermidade podem ser divididos em quatro principais síndromes, que podem estar associadas ou isoladas em um mesmo indivíduo:Síndrome respiratória: estão presentes estertores respiratórios, corrimento nasal (mucopurulento, seroso ou sanguinolento), dispnéia inspiratória e espirros. Esta síndrome ocorre mais frequentemente em felinos domésticos, sendo observada nesses animais a formação de massas firmes ou pólipos no tecido subcutâneo, especialmente nada região nasal (“nariz de palhaço” ); os cães podem apresentar tosse.Síndrome neurológica: o sistema nervoso central e os olhos são os mais afetados. Esta síndrome manifesta-se nos cães sob a forma de meningoencefalite, sendo que os sintomas dependem do local da lesão. Geralmente, observa-se depressão, desorientação, vocalização, diminuição da consciência, ataxia, andar em círculos, espasmos, paresia, paraplegia, convulsões, anisocoria, dilatação da pupila, diminuição da visão, cegueira, surdez e perda de olfato.Síndrome ocular: os sinais clínicos mais observados são uveíte anterior, coriorrenite granulomatosa, hemorragia da retina, edema papilar, neurite óptica, midríase, fotofobia, blefarospasmo, opacidade da córnea, edema inflamatório da íris e/ou hifema e cegueira.Síndrome cutânea: ocorre especialmente nos felinos, sendo que as lesões de pele encontram-se, principalmente, na cabeça e pescoço desses animais. Essas lesões correspondem a ulcerações, que podem ser no focinho, na língua, no palato, na gengiva, nos lábios e nas patas.Já com relação à doença em humanos, o sorotipo A é o mais frequente no Brasil, sendo caracterizado pelo acentuado dermotropismo. Quando há criptococose sistêmica, as lesões na pele são observadas em 10-15% dos casos. A criptococose cutânea primária é mais rara, mas pode acontecer em casos de inoculação direta do fungo na pele.O diagnóstico pode ser feito através de vários testes laboratoriais. No entanto, o mais utilizado é a pesquisa de antígeno polissacarídeo circulante no soro e líquor, identificado através da prova de látex. Em humanos, o diagnóstico auxiliar pode ser realizado através da prova intradérmica de leitura tardia, usando a criptococcina (antígeno peptídio-polissacarídeo). O diagnóstico definitivo é obtido com base na identificação do agente por citologia e cultura de fluídos corporais (exudato nasal, fluído cérebroespinhal), além de tecidos, pele, unhas e nódulos linfáticos.No tratamento de humanos imunocompetentes e imunocomprometidos em infecções disseminadas, utiliza-se a anfotericina B, juntamente com a 5-flucitosna, ou então, fluconazol e itraconazol, como alternativa para o tratamento de infecções cutâneas. No tratamento de animais, recomenda-se a administração de antifúngicos sistêmicos, como a anfotericina B, fluocitosina, cetoconazol, itraconazol, fluoconazol, isoladamente ou em associação. Entretanto, a administração de anfotericina B, fluocitosinab e cetoconazol para o tratamento da síndrome neurológica não leva à resultados satisfatórios, pois não alcançam concentrações eficazes sem que haja efeitos colaterais.A principal estratégia para o controle da criptococose é a implementação de ações de controle da população de pombos, que é a principal fonte de transmissão dessa doença.Fontes:http://periodicos.ufersa.edu.br/index.php/acta/article/viewDownloadInterstitial/699/310http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/001328.htmhttp://www.mgar.com.br/zoonoses/aulas/aula_criptococose.htmhttp://pt.wikipedia.org/wiki/Criptococose