Consultório Ginecológico Teresina, Piauí

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Jose Carlos de O. Gomes
221-1433
R Sao Pedro 2133
Teresina, Piauí
Especialidade
Mastologia

Dados Divulgados por
Carlos Henrique Nogueira
(86) 3222-2232
Monsenhor Gilde 2601 - /2602 ao Fim 3330 Ilhotassala 43
Teresina, Piauí
Especialidade
Ginecologia e Obstetrícia

Dados Divulgados por
Lia Cruz Vaz da Costa Damásio
3221-3062 r247
Rua São Pedro 2133 Ala E de consultórios
Teresina, Piauí
Especialidade
Ginecologia e Obstetrícia

Dados Divulgados por
Leonidas Otavio Chaves Melo
6777-0863
Av Leonidas Melo 370
Teresina, Piauí
Especialidade
Ginecologia e Obstetrícia

Dados Divulgados por
Anna Lydia dos Santos C Andrade
(86) 3223-8369
R Sao Pedro 1887
Teresina, Piauí
Especialidade
Ginecologia e Obstetrícia

Dados Divulgados por
Raimundo Goncalves Neto
R Primeiro de Maio 906 - Clinica Sta Fe
Teresina, Piauí
Especialidade
Ginecologia e Obstetrícia

Dados Divulgados por
Mauricio Nogueira Barros
R Sao Pedro 1901 - Sl 103
Teresina, Piauí
Especialidade
Mastologia

Dados Divulgados por
Ione Maria Ribeiro Soares Lopes
(86) 3221-6319
R Desembargador Pires de Castro 260 - S
Teresina, Piauí
Especialidade
Ginecologia e Obstetrícia

Dados Divulgados por
Sonia Maria dos Santos Carvalho
(86) 222-2611
Felix Pacheco 1884 - Sala 02
Teresina, Piauí
Especialidade
Mastologia

Dados Divulgados por
Saul Vieira de Lima
(86) 3233-1918
Av Elias João Tajra 641 - Apto 1302
Teresina, Piauí
Especialidade
Ginecologia e Obstetrícia

Dados Divulgados por
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Consultório Ginecológico

Desafiámos um especialista a responder às questões que mais a preocupam. Para que fique completamente esclarecida!

Contracepção, sexualidade, maternidade ou a simples acção das hormonas são alguns dos temas que podem surgir numa consulta de Ginecologia.

Apontar as questões a colocar antes de entrar no consultório é uma das regras a seguir para ter a certeza de que não se esquece de esclarecer nada. Mas, a verdade é que nem sempre chega a fazer todas as perguntas, seja por falta de tempo, de lembrança ou até por pensar que algumas das suas dúvidas podem parecer um pouco ridículas. Não se preocupe.

A saber viver reuniu as principais questões relacionadas com saúde feminina e, em conversa com Fernando Cirurgião, ginecologista, encontrou a resposta para cada uma delas:


1. Em que idade deve ser feita a primeira consulta de ginecologia?

A primeira consulta poderá apenas ser de esclarecimento de dúvidas, sobre o funcionamento do aparelho reprodutor, os métodos contraceptivos e a necessidade do preservativo como única forma de prevenir das doenças sexualmente transmissíveis. Pode acontecer durante a adolescência e é fundamental antes do início da vida sexual. Se tal não acontecer, é imprescindível realizá-la logo após a primeira relação sexual.


2. Com que regularidade se deve consultar um ginecologista?

Como rotina, uma vez por ano.


Veja na página seguinte: Para que serve o exame de Papanicolau?


3. Para que serve o exame de Papanicolau?

Descrito por um médico com este nome há quase 60 anos, este exame tem como objectivo o rastreio do cancro do colo do útero. É realizado durante o exame ginecológico e deve ser feito anualmente.


4. A menstruação irregular pode ser indício de problema de saúde?

Os ciclos menstruais regulares traduzem um adequado funcionamento do aparelho reprodutor. A menstruação pressupõe que tenha ocorrido uma ovulação, sendo irregular pode deduzir-se que as ovulações não estão a acontecer na altura devida, o que pode comprometer a fertilidade.

Factores externos, emocionais, profissionais ou alterações do peso corporal podem estar na origem desta mudança. Os ovários poliquísticos são outra situação comum, mais frequente na adolescência e que se pode prolongar na idade fértil em que, conjuntamente com as irregularidades menstruais e dificuldade em engravidar, podem coexistir o peso excessivo, pilosidade e alterações na pele (oleosidade e acne).


5. O que pode provocar dor na relação sexual?

A dispareunia, dor no acto sexual, divide-se em superficial e profunda. A primeira localiza-se à entrada da vagina e levanta a suspeita de uma infecção ginecológica vulvovaginal, como a causada pelo fungo candida albicans.

Já a dor profunda pode dever-se à posição durante o acto sexual, a aderências entre os órgãos internos, como acontece após cirurgias abdominais ou como complicação de doenças inflamatórias pélvicas, e também a uma infecção pélvica aguda. Trata-se de um sintoma que justifica uma consulta de Ginecologia com a maior brevidade.

Há ainda outra patologia, nem sempre fácil de diagnosticar, a endometriose, cujas manifestações podem incluir dores espontâneas, durante as relações, e muito intensas na menstruação, bem como uma maior dificuldade em engravidar.


Veja na página seguinte: É normal a mulher ter corrimento vaginal?


6. É normal a mulher ter corrimento vaginal?

O corrimento vaginal é normal e necessário, por exemplo durante o acto sexual. Habitualmente é transparente e tem um odor natural, já que as glândulas que o produzem são idênticas às do suor.

Quando associado a comichão, ardor, dor durante as relações, cor (branco grumoso, amarelo, esverdeado ou acinzentado) poderemos pensar que existe uma infecção. Esta pode localizar-se na vulva e vagina (vulvovaginite) ou ser mais grave, com origem no colo do útero (cervicite), no útero (endometrite) ou trompas (salpingite).


7. Que cuidados deve ter quem pretende engravidar?

Ir a uma consulta de Ginecologia para esclarecimento de dúvidas e iniciar um suplemento vitamínico de ácido fólico, fundamental ao desenvolvimento do sistema nervoso do futuro bebé e comprovado na prevenção da espinha bífida. Seguramente que lhe irão ser pedidos exames laboratoriais, entre os quais a colpocitologia, a tipagem sanguínea, análises de carácter geral e outras específicas para o rastreio de doenças infecciosas que poderiam interferir no desenvolvimento do bebé, nomeadamente o rastreio de rubéola, toxoplasmose, hepatites B e C, sífilis, VIH e citomegalovírus.


8. Usar pensos diários é prejudicial?

O uso de pensos diários facilita o desequilíbrio da flora vaginal com o crescimento dos microrganismos como os fungos que se dão bem nos ambientes quentes, húmidos e pouco arejados.


Veja na página seguinte: É verdade que os produtos de higiene íntima podem também ser prejudiciais?


9. É verdade que os produtos de higiene íntima podem também ser prejudiciais?

Depende. Devem ser evitados os produtos perfumados. Aqueles considerados específicos, que respeitam o pH vaginal, que é ácido ao contrário da pele, podem ser usados diariamente.


10. O que são ovários micro-poliquísticos e que repercussões têm ou podem ter na saúde ou fertilidade?

Nesta situação, os ovários estão ligeiramente aumentados e a sua cápsula é mais fibrosa, o que também dificulta as ovulações. Esta descrição é ecográfica em que os ovários apresentam uma série de folículos, os percursores dos óvulos, à periferia. Habitualmente é associado a alterações hormonais e físicas.

É comum excesso de peso, alterações na pele (acne) e um aumento na pilosidade. A dificuldade em engravidar pode estar associada e deve-se à irregularidade nas ovulações.


11. A vacina contra o cancro do colo do útero também traz benefícios a mulheres adultas sexualmente activas?

O efeito preventivo do cancro do colo do útero existe para além dos 26 anos. Esta idade, teoricamente limite, havia sido falada porque os estudos iniciais só contemplavam mulheres entre os nove e os 26 anos. Entretanto, já foi alargado o âmbito dos mesmos e existe um efeito protector na prevenção da infecção pelos tipos de vírus HPV mais cancerígenos mesmo na faixa dos 40 anos.


Veja na página seguinte: A melhor forma de prevenir o cancro do cólo do útero


12. Como pode ser feita a prevenção do cancro do colo do útero?

Deve-se realizar uma vigilância ginecológica regular, anual, com colpocitologias também anuais. E evitar fumar.

O cancro do colo não é hereditário, é adquirido, e por detrás está um vírus, o HPV, cuja transmissão, ainda que não exclusiva, é essencialmente sexual pelo que para a sua prevenção só mesmo o uso de preservativo. Actualmente a vacina conseguirá prevenir mais de 2/3 dos casos de cancro do colo do útero.


13. Em relação ao cancro da mama que cuidados preventivos podemos ter?

Sob o ponto de vista geral, é tido que a gravidez e o amamentar têm um efeito protector. Deve fazer o auto-exame da mama mensalmente após a menstruação. Pode fazê-lo no banho (com a mão ensaboada é mais fácil deslizar ao longo da mama e axila para perceber se há diferenças comparativamente ao mês anterior).

A mamografia complementada com a ecografia deve ser pensada a partir dos 35 anos, ou antes se houver factores de risco como os antecedentes familiares. Entre os 35 e os 40 anos é feito um primeiro exame e após os 40 é feito de dois em dois anos.


14. Quando se deve realizar uma mamografia? É perigoso para a saúde?

Para além dos critérios de rastreio antes mencionados, pode justificar-se perante um exame clínico suspeito como a descoberta de um nódulo mamário. Apesar de ser um exame radiológico, mesmo feito anualmente, não traz nenhum risco acrescido.


Veja na página seguinte: Com que frequência deve ser revisto o método contraceptivo?


15. Com que frequência deve ser revisto o método contraceptivo?

Havendo uma boa adaptação não há necessidade de mudança. A periodicidade das consultas anuais poderá ser mantida, com excepção do uso do DIU (dispositivo intrauterino) que passa a ser semestral.

A mudança da pílula poderá ser recomendável se, para além do efeito contraceptivo, se justificar outros benefícios que algumas pílulas têm, nomeadamente a nível da pele, cabelo ou para debelar os sintomas da síndrome pré-menstrual.


16. A toma da pílula aumenta o risco de cancro da mama e afecta a fertilidade?

A pílula exerce um efeito protector quanto à patologia benigna da mama (quistos). Quanto ao cancro não se sabe, mas é aconselhável não ultrapassar os 15 anos de toma contínua.

A fertilidade não é afectada, o que acontece é que a capacidade fértil da mulher reduz-se com o passar do tempo e, enquanto está a tomar a pílula, os ciclos menstruais estão regulares de uma forma artificial e, se porventura quando a iniciou também tinha como objectivo regular a menstruação, quando a suspender tudo volta ao mesmo.


17. Que contraceptivo recomenda a uma mulher que não pretende usar um método hormonal?

As alternativas são poucas. Como método definitivo e considerado irreversível existe a laqueação de trompas. Em mulheres que pensem numa solução a médio-longo prazo, o dispositivo intrauterino (DIU) pode ser uma boa opção, já que a sua eficácia prolonga-se até aos cinco anos e pode ser retirado em qualquer altura.

18. É verdade que o DIU não deve ser usado por quem ainda não teve filhos?

Não é recomendável o seu uso por quem ainda não teve filhos. O DIU é um corpo estranho que fica colocado dentro do útero. Ainda que os riscos de infecção estejam mais relacionados com os cuidados higiénicos na altura da colocação, não deixa de causar uma reacção inflamatória local, já que é por este mecanismo que ele exerce o seu efeito contraceptivo.

Não vai modificar o padrão menstrual da mulher, ou seja, se era irregular continuará a ser e, por fim, espera-se um pouco mais de fluxo menstrual. Há um DIU que tem uma impregnação hormonal cuja libertação é exclusivamente intrauterina, o que o torna um método atractivo, porque acaba por ter as vantagens da pílula (redução do fluxo menstrual, dores).


19. O que marca o início da menopausa e quando é considerada precoce?

A instabilidade hormonal pela claudicação dos ovários pode começar até dez anos antes do desaparecimento das menstruações, manifestando-se pelas irregularidades menstruais e afrontamentos. O desaparecimento da menstruação antes dos 45 anos deve ser estudado pois considera-se uma menopausa precoce.


20. Quando é indicada a terapia hormonal de substituição (THSTHSTHS)? O risco de cancro é real?

A THS deve ser considerada em todas as mulheres na peri e pós-menopausa, desde que não existam contra-indicações. Beneficia todos os órgãos e sistemas (pele, sistema nervoso, cardiovascular, urogenital).

O risco de cancro da mama, que não se alterou, mantém-se ligeiramente mais elevado do que a população em geral só após sete anos de terapêutica hormonal, sabendo-se que nesse período não se verifica um risco acrescido e mesmo depois, não havendo alterações na mamografia, não haverá razões para interromper. As alternativas, como os fitoestrogénios, alguns apresentam resultados nos afrontamentos.